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DO ROMÂNICO AO MODERNISMO
Os seus 23 templos no término municipal e 14 igrejas no centro histórico converteram-na na cidade com maior número e qualidade de templos românicos da Europa. Tudo isso tornou-a merecedora da denominação “Cidade do Românico”. A Catedral que data do século XII, é a mis representativa dos monumentos de Zamora. Uma dais mais importantes de Espanha e ícone do românico de Zamora. Famosa pela sua cúpula adornada ao estilo bizantino e pela sua colecção de tapeçarias flamencas. Colecção visitável que protagoniza a grande exposição “ Tapeçarias nas Catedrais”.
Junto a ela o visitante não pode deixar de visitar a Igreja de San Claudio de Olivares, a igreja de São Pedro e São Ildefonso, a Igreja da Magdalena, Santa María la Nueva e São Cipriano entre outras muitas, mas Zamora não é só Românico. A cidade, com um total de 19 edifícios, alberga a mais ampla representação de arquitectura modernista de toda Castilha e León o que permitiu a sua inclusão na Rota Europeia do Modernismo onde estão incluídas 58 cidades e 49 instituições de todo o mundo. Românico e Modernismo se unem em Zamora, convertendo-a em um destino heterogéneo e ecléctico em quanto à oferta patrimonial e que o visitante poderá descobrir através de um agradável passeio pelas suas ruas.
CASTELO DE ZAMORA E MUSEU BALTASAR LOBO, PERFEITA COMBINAÇÃO DE HISTORIA E ARTE
Uma vez concluídos os longos trabalhos de restauração e recuperadas as estruturas defensivas, Zamora abriu ao público o seu esperado Castelo. Um lugar, fiel testemunha da sua historia, onde descansar, olhar para dentro, para o passado, para o exterior e futuro da cidade é possível. Os trabalhos de reforma permitiram tornar acessível toda a estrutura, inclusive as ameias, constituindo assim um imponente miradouro desde o qual contemplar a Catedral, o rio, e uma cidade inédita e espectacular digna de ter em conta. Um importante testemunho histórico que se completa com um piscar à arte através da obra do escultor de Zamora Baltasar Lobo, um dos melhores escultores do século XX, localizado na Casa dos Gigantes. De esta maneira o conjunto composto pelo Castelo e pelo Museu Baltasar Lobo supõe uma das apostas turísticas mais importantes da cidade. Os números confirmam o seu êxito. No seu primeiro mês de abertura recebeu mais de 100.000 visitantes procedentes de todo o mundo.
CENTRO DE INTERPRETAÇÃO DAS CIDADES MEDIEVAIS E ACEÑAS DE OLIVARES, O DOURO, PRESENTE EM CADA CANTO DA CIDADE
O Rio Douro, preside a cidade e está-se a converter em ícone de referência turística de Zamora. A recuperação das Aceñas de Olivares, sobre o Douro, e a inauguração do Centro de Interpretação das Cidades Medievais, com o seu “Miradouro Zen” entre a ribeira do Douro e a cidade, são um exemplo disso. A conversão das Aceñas em produto turístico supôs, não só a recuperação das suas arquitecturas, as três azenhas, e engenhos, o martelo coluna, o pisão e o moínho farinheiro, que já de por si justificam uma visita, como também a possibilidade de que os visitantes e os habitantes possam viver uma “experiência” singular sobre o Douro. O “Miradouro Zen” do Centro de Interpretação das Cidades Medievais é um lugar para estar calmo, para olhar, ouvir e para entender a relação medieval e actual entre rio e cidade. Dois produtos relacionados directamente com o rio e a cidade que atraíram desde a sua inauguração a milhares de visitantes de todo o mundo.
UMA PASCOA ÚNICA
Declarada de Interesse Turístico Internacional é um dos acontecimentos mais emocionantes e impressionantes de Espanha. O paradigma da religiosidade castelhana. Uns dias em que a cidade se transforma por completo e se enche de visitantes quintuplicando a sua população. Dezassete confrarias que desde a Sexta-feira das Dores até ao Domingo de Ressurreição vão em procissão pelas ruas de Zamora. Momentos especiais que o visitante não pode perder são o Juramento do Silêncio onde a Presidente da Câmara oferece o silêncio à cidade, presidida pelo Santíssimo Cristo das Injurias, a austeridade da procissão das “Capas pardas” e o canto do Miserere na procissão do Yacente, entre outros muitos.
ZAMORA, CENARIO DE ARTE E CULTURA DURANTE TODO O ANO
amora oferece aos seus visitantes uma ampla programação de actividades artísticas e eventos culturais durante todo o ano. Através da sua 19ª Bienal de Arte, Zamora converteu-se numa referência da vanguarda artística nacional e internacional. Com um novo conceito que vai mais além das exposições pontuais, a bienal converteu-se em um ponto de encontro em todo tipo de actividades e movimentos culturais vinculados aos fenómenos artísticos actuais. Um movimento onde couberam todo tipo de manifestações artísticas e que culminou com um inovador festival de vídeo criação, “Zoom In”.
Por outro lado a programação de actividades “Dias e Noites de Zamora, Verão 2009”, levada a cabo pela Câmara de Zamora fechou-se com um balanço de mais de 25.000 espectadores. Uma proposta turística e cultural de qualidade que esteve formada por três acções fundamentais. II Festival de Jazz Cidade de Zamora “Noites de Viriato”. 8.000 assistentes reafirmam a qualidade e o prestigio deste festival inaugurado em 2008 e cuja iluminação interpretativa convertem a Praça de Viriato da cidade em um lugar mágico.
O I Festival Músicas do Mundo “Son Zamora”, que registando mais de 10.000 assistentes supôs uma novidade tanto no conteúdo como em localização, ao levar ao átrio da Catedral todo tipo de sons do mundo. Por último “Cerco de Zamora” segundo o Romancero. Representações teatrais em lugares históricos da cidade que registaram uma assistência de mais de 7.000 visitantes este verão.
Tudo isso se une à variedade de museus, à programação do Teatro Principal tradicionalmente conhecido como “La Bombonera” pelas suas reduzidas dimensões, e ao Festival de Fados de Castilla e León, como muitas outras ofertas culturais para o visitante.
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